quarta-feira, 27 de abril de 2016

ELA. SOMENTE ELA.

Ela pode ser o amor da sua vida, pode te mostrar os prazeres de uma alegria em constante subida, querer seu bem, não importa o sacrifício que seja tomado. Quem sabe ela possa te fazer sorrir, como quem tem um anjo ao lado.
Ela estará entre os dez mil motivos que você tem pra chorar, fazendo arder e pesar as mais de vinte mil lagrimas que derramar. Ela também será seu suspiro de alívio ao final de cada dia, diante de cada convite da morte estampado no sarcasmo da rotina. Apenas o sorriso presente nos olhos dela te dará forças pra viver, cuspir a covardia e continuar.
Além de ter o poder de um dia tornar-se o amor da sua vida, ela tem habilidade magistral pra invadir seus pensamentos e dominá-los a ponto de que você suplique por uma camisa de força, por injeções fortes de qualquer coisa que a apague de sua mente. De seus assuntos. De seus gestos. Algo que a mate principalmente de seus toques, que são dela e pra ela, não importa quantas tentativas tenha de se viciar em outras.
Vício esse que corrompe a razão do saber ou crer. Ter o corpo inundado com a certeza de que não sei o que sinto, o que vejo ou penso. Ter as palavras cuspidas em forma de poesia e pisadas como se fossem merda de cachorro. As definições confundem e distorcem a ilusão da vida real. O vício da incerteza, os prazeres e as dores se equiparam em uma disputa de qual mais ela trás. Dores e amores vindos da mesma mulher.
A dor que ela provoca é o que a melancolia de cada dia te trás hoje. Ela te viciou em sofrer e já não vive mais sem isso. Quando está por perto te inunda de alegria, mas é quando ela se afasta que você gosta do que sente. A dor no coração, os pensamentos atordoados causando enxaquecas fortíssimas. A mulher que te trás a dor da abstinência, a maldita presente somente em seus tragos e na fumaça de seu cigarro. Aquela que devolve seu paladar, mesmo tendo as palavras e atitudes que descem rasgando e queimando o esôfago como uma dose forte. Ela gosta mesmo é de brincar com o jogo da morte da sua sanidade. Seu objetivo consiste em alimentar a diversão de jamais te deixar descansar em paz.




Dá série de devaneios com Erik da Insana-mente .

segunda-feira, 25 de abril de 2016

SOBRE ESCONDER PAIXÕES, NÃO SABER LIDAR COM CASAIS E SER MADRINHA DE CASAMENTO

Quando estava na primeira série escrevi na carteira "Jonas bonito", eu tinha seis anos e noção nenhuma de namoricos de criança, mas, resolvi deixar registrado que o menor menino da sala,que mesmo sendo bagunceiro conseguia estar entre os queridinhos da professora, tinha a atenção dos meus olhos, quase sempre voltados para as borboletas e pássaros fora da sala do que para a matéria na lousa propriamente. Além de registrar na mesa, fui tonta o suficiente para permitir que os outros vissem meu escrito e mostrassem a declaração para a 1ª D inteira. Crianças são o diabo em miniatura,e, em vez de apoio, recebi doses da mais pura e forte tiração de sarro. É, eu era/sou bem esquisita mesmo, não para o lado espanhol, e sim no sentido de estranhona mesmo. Naquela idade já tinha o tamanho, e a brutalidade nas palavras, que tenho hoje, mesmo sendo a mais nova da turma. O menino bonitinho era cotado para representar a beleza da escola sendo noivinho em festa junina ou na frente da turma em qualquer outra atividade, justamente por ter sete anos, mas tamanho e fofura de uma criança de três. Me restava sempre o papel de coadjuvante, menos quando o assunto era por medo em alguém. Nesse caso eu era a melhor em anotar nomes, levar a fila, em sair correndo atrás, em assustar... Acredito que aquelas professoras hoje em dia teriam a licenciatura cassada, era um caso tipico de bullying que ninguém dava importância. Se minha mente fosse fraca, voltaria lá e mataria todo mundo. Ou não.
No outro ano, com outros colegas e outro menino mais bonito da escola, também tive uma paixonite, dessa vez, sem escrever em locais públicos, apenas no espelho de casa embaçado pelo vapor do banho. Esse se chamava Luis Henrique, e pra melhorar as coisas, outra menina, também super bonitinha, também era apaixonada por ele. O casal coisa fofa da segunda série tinha apoio do corpo docente inteiro, mesmo eles nunca se falando. Nós dois éramos amigos de vida acadêmica oposta: Ele um legítimo semi alfabetizado da segunda série, com dificuldade em números e leitura, mas habilidade incrível para estressar e prejudicar a saúde mental de uma profissional em educação infantil com anos de magistério, e eu, uma aspirante a CDF, com o cabelo sempre armado, joelho ralado, braço quebrado e uniforme sujo de toddy, que gostava de se misturar com os piores alunos da sala. Em casa havia muita cobrança em relação aos estudos, mas nada me impedia de ter amigos bagunceiros e burros, muito menos de andar com eles pra cima e pra baixo. A garota que também gostava dele, uma vez me pediu ajuda para avisá-lo que seriam namorados, caso Luís aceitasse o pedido, e que deveriam lanchar juntos. Foi bem difícil fazer aquele favor, e mesmo com a autoestima ferida, levei o recado. Vocês devem pensar "Porra, mas se gostava do cara era melhor não ter aceitado passar por uma situação dessas e abrir o jogo pro moleque, ele não iria adivinhar.", pois bem, nunca tive noção de como agir pra ter um namoradinho, ter um par não estava nas minhas prioridades. Sempre acreditei no "Tá na cara que eu gosto, pra que falar?", enfim. O acontecido se deu durante uma brincadeira de menino pega menina, e foi na lata "A Letícia quer falar com você! Quer ser sua namorada" e a resposta mais na lata "Mas você é que é minha namorada!" . Não entendi nada, mas caí na risada e continuamos brincando, e nosso "namoro" era baseado em brincar de lutinha, rir um do outro e sentar separados pela professora que apoiava o casal Letícia e Luís. Eu junto dele era apenas encrenca, uma perda de tempo, pois ele poderia atrapalhar meu rendimento e eu não podia andar com um aluno que batia cartão na diretoria de tantas broncas que levava. Nunca confessei que gostava dele, nunca fomos o casal de bonitinhos, ele mudou de escola e eu arranjei outro pra me atazanar.
O terceiro "amor" veio na terceira série. Lucas, o bagunceiro inteligente. Aí eu já entendia que os certinhos não mexiam comigo, gosto dos que me fazem rir, mesmo que eu seja o motivo das piadas idiotas. Esse, além de ser da turma bagunceira, tinha também as melhores notas. Sempre falando mais que a boca e ligando em casa quando eu já estava dormindo, contentando-se em falar com meus pais sobre a aula, o recreio e os livros que a professora havia passado. Nossa promessa era namorar quando fizéssemos 16 anos, até lá, seríamos apenas melhores amigos. Não sei que fim deu esse cara, sei que depois dele passei a esconder todas as minhas paixões. Platônicas ou não - aliás não alimento paixões platônicas, busco a reciprocidade - . Nunca dava certo, me sentia feia perante as outras pretendentes e me contentava nas amizades. Umas coloridas e outras não, a maioria não. Todas muito boas, vale deixar bem claro. Com essas parcerias, adquiri o hábito de não lidar muito bem com casais, mesmo nas vezes que tentei ser um. Minha vontade maior era de rir e fazer bagunça, não de ter compromissos pautados em diga que me ama, escreva nossos nomes e coloque um coraçãozinho no papel, vamos usar aliança e todas essas coisas. Mesmo bancando a desapegada, nada do que aconteceu me impediu de ser uma louca ciumenta. Ainda sobre casais, não que eu não goste, apenas não sei lidar com alguns, não sei o que dizer ou como agir diante deles. Isso piora quando é um casal amigo que insiste em me colocar no meio de discussões em mensagens, telefonemas e caronas. Eu não tenho saco! Costumo dizer que pra transar ninguém chama, mas pra fazer reclamação, comprar presentes e outros atos que não me apetecem, passam horas falando comigo.
Não me afastei totalmente de pares, com alguns a aproximação foi instantânea, sem qualquer outro tipo de interesse, sem nada que irritasse a convivência e com abertura suficiente para que quando houvesse qualquer início de chateação um "vão tomar no cu" resolvesse tudo. Há um tempinho atrás, quatro anos exatamente, rompi com esse negócio de ser casal sem ser amigo, esse negócio de ter que ser outra pessoa na frente do cara, esconder a loucura e tals. De recompensa me juntei a um casal de grandes amigos e vivemos juntos. O mais engraçado nesse período era a reação dos outros em relação a nossa vida, do que nosso modo de viver mesmo. Acontece que choca muito mais eu chegar num lugar beijando um homem e uma mulher, do que um cara que deixa a mulher em casa e sai apresentando outra como namorada para os amigos, isso nós vemos aos montes e ninguém questiona. Particularmente, eu achava mais elegante ser um trio de namorados. Mas é aquele ditado né "Minha vida é minha e a sua que se foda". Cada um sabe como jogar suas cartas. Meu trio maravilha acabou e foi muito bom durante os três anos que durou. Não haverá no mundo relação mais aberta e verdadeira do que a que tivemos, o amor que compartilhamos é um sentimento que será dividido pra sempre, mesmo sem toques sexuais e noites de farra. Desde então, mesmo quando faço parte de um casal normal, penso em ser um trio de vez em quando. É bom sair dessa coisa padronizada, ou talvez seja apenas a dificuldade em encarar a vida a dois mesmo. Isso não quer dizer que eu deseje passar a vida inteira dividindo amores, não. É somente uma maneira de divertir e desmistificar as relações.
Há algumas semanas saí pra beber com uma amiga e nos demos conta que mesmo sendo duas pessoas conhecidas por não gostar de ninguém de primeira, temos os mesmos gostos e às vezes os mesmos gestos. A conheci em um grupo de amigos e entramos em sintonia desde o primeiro dia em que nos vimos. Não sei se por artimanha do demônio que nos uniu, ou por afinidade de vidas passadas. Ocorre que a gente se gosta a ponto de passar horas juntas fazendo e falando muita coisa boa, talvez errada para a maioria, mas deliciosas ao nosso modo de ver o mundo. Entre nossos pontos em comum, temos o fato de não saber lidar com casais. Ela comentou que em uma das conversas com o namorado, alertou não saber o que fazer com o domingo típico de casais, recheado de filmes, preguiça e cama, que era chato discutir por ciúmes de roupas, amigos e mais o que quer que fosse. Assim como eu, ela é louca e ciumenta com amigos, tem tolerância zero para briguinhas e mimimis totalmente desnecessários. Funciono da seguinte maneira, se meu garoto disser que iremos transar de manhã, de tarde e de noite, todos os dias, não acharei ruim. Estarei linda, bela, cheirosa, disposta e depilada para qualquer chance de sexo, porém, caso haja dr's o dia inteiro, eu terei preguiça de permanecer na relação. Entendem? Meu problema é com a forçação de barra. Essas palavras são dela, mas eu também poderia ter dito as mesmas coisas sem mudar uma vírgula. Por isso que a gente vive junto e se dá bem e é por isso também que há algum tempo, nem tanto assim, fomos um dos melhores trios inesperados da minha vida.
Mesmo com toda essa aversão à relações padrão, fui convidada para ser madrinha de um casal do qual nunca participei e que nem conhecia a noiva. Cerimônia religiosa e tudo. Ta aí, coisas que não gosto: Igreja e Casamento. Acho difícil amar alguém a ponto de misturar Estado, Família e Religião, isso é sandice. Até hoje não entendi o motivo de me escolherem, creio eu que havia um número mínimo de padrinhos e me colocaram lá no altar para completar a foto. No sermão, o padre pediu que os noivos formassem família, isso eu acho importante. É gostoso ter um final de semana com churrasco carregado de carne, cerveja, amigos, tios, sobrinhos, primos e muita bagunça. Ao continuar sua palestra motivacional para que os noivos não desistissem da nova vida, ele também pediu que a nova geração viesse sob os ensinamentos de Cristo, aí já não é comigo, posso formar uma família sob os ensinos de Don Corleone, ou com as canções e truques de Mogli, quem sabe até ensinando a cumplicidade dos 11, 12 e 13 homens de Daniel Ocean. Pra mim, isso não era da conta do padre, mas o casamento não era meu, e visto a minha desavença com assuntos religiosos, nem poderia. Quando me casar, se me casar, certamente será uma cerimônia em Vegas, ou em qualquer bar, regada a álcool, muita comida, gritos de Vai Corinthians e música dos Stones. Sem necessidade de qualquer padrão imposto e longe de qualquer autoridade religiosa.
Imagino que meus votos malucos sejam mais verdadeiros dos que o que o padre pediu para que meus primos falassem. Deu uma leve vontade de casar e caso eu tivesse que proferir coisas boas para uma nova vida à dois, elas seriam ditas assim "Eu prometo amar, cuidar e respeitar. Na saúde e na doença. Somente na riqueza, pois riqueza atrás riqueza. Caso haja pobreza, que seja passageira e sem sofrimento. Que as noites de sexo sejam também dias, tardes e madrugadas. Que ato de dar boas chupadas um no outro seja mais importante do que brigar pra ver quem vai lavar a louça. Que sejamos um trio sempre que uma amiga gostosa mostrar interesse. Que o selo marido e mulher não caia como uma cruz em nossas costas. Que a parceria de beber, falar merda e dar risada não se acabe por coisas pequenas. Em nome de Jimmy, Mick e Tyler. Sem troca de alianças. Goles de whisky e bora dançar."

terça-feira, 19 de abril de 2016

NADA ME DEIXA MAIS LOUCO DO QUE UMA MULHER PRESA NOS BRAÇOS DE UM IDIOTA QUE NÃO SABE O QUE FAZER QUANDO ENDURECE

Se vocês me perguntarem como vim parar aqui, terei o enorme prazer de dizer que cheguei nesse lugar através de minhas mais arriscadas aventuras. E por aventuras, pensem em fazer coisas que a maioria teme, essas merdas de arder no inferno e ter a alma condenada. Nunca acreditei nessas coisas, mas sou temente a Deus, e, em nome dele jurei, por todas as ereções que tive, desde a primeira, que viveria em pró do prazer, nada mais além disso. E, foi assim, meus caros amigos, que cheguei nesta casa de loucos. Embora haja um nó em minha garganta, acho importante que saibam o que vivi e que tirem experiência do que irei dizer. Mulheres, é por elas que vim pra cá. Tenho 35 anos, mas elas acreditavam que eu fosse mais novo, sei lá, acredito que o instinto maternal apitava e somente se juntavam a mim e topavam minhas loucuras no intuito de recuperar-me de algo que eu não queria me libertar, pobres moças, talvez esse jeito louco também fosse o que as atraía, vai saber o que se passa nas mentes femininas? Ainda mais em relação a aventuras sexuais. Sim, somente aventuras. Sempre deixei isso claro. Era, vista-se e suma. Ligue de novo e traga uma amiga se sentir saudades, mas não passaremos disso.

Lúcia, uma das moças que consegui rodando por São Paulo, tinha uns 30 anos e aparência de bem menos. Era pequena, mas com peitos enormes e uma bunda linda, redondinha e empinada, boa de levar uns tapas. Ela trabalhava numa loja na Consolação e almoçava num PF sujo que tinha na Av. Angélica, era lá que eu passava, foi lá que a comi com os olhos e arrisquei contato. Ponto para o meu time, consegui um número de telefone e passamos a nos falar diariamente. Não demorou muito para que confessasse que seu namorado super certinho não fazia o serviço direito, a menina tinha as chamas do inferno em baixo das saias de seu uniforme de vendedora, e o namoradinho tapado não tinha a capacidade de perceber isso. Nada me deixa mais louco do que uma mulher cheia de tesão presa nos braços de um idiota que não sabe o que fazer quando o pau endurece. Eu os vejo como ratos de laboratório submetidos a experiências de estímulo, a cada aumento da dose de serotonina e endorfina ficam mais agitados e mais incapazes. Alguns caras eram assim, possuíam um leque gigantesco de estímulos, mas a reação era adversa, enlouqueciam de jeito errado ou nem enlouqueciam, não suportavam a dose e babavam até adormecer. Enfim, Lúcia era uma vadia de alto a baixo, que não hesitava em mandar fotos sensuais, mesmo em horário de trabalho, ela levantava a saia e empinava a bunda, colocava uma legenda "Vem", essa era sua maneira de me desejar um bom dia. Mandava áudios tão safados, que por vezes,eu ficava constrangido. Dizia ter vontade de me chupar até que minhas pernas ficassem bambas, falava também em ter sede de mim, que desejava me engolir por inteiro, adoraria ser submissa e faria o que eu mandasse, toparia ménage ou voyeurismo. Achei estranho, suspeito dessas que topam tudo de uma vez, geralmente são completamente malucas. Já é bem difícil conseguir uma mulher que aceite te chupar com outra, acho que rola uma competição interna, sei lá, e encontrar uma que implorava ser amarrada pra me ver fodendo uma desconhecida era realmente estranho. Ou muita sorte, quem sabe? Tenho uma queda por sandices.
Alguém lá no céu, ou no mundo das trevas, gostava de mim e permitiu que eu fosse capaz de realizar algumas fantasias de Lúcia. A garota de 30, que mais parecia ter 15, com o tanto de mensagens, fotos e vídeos que mandava e vontade de foder que tinha, isso me irritava. Ela não me deixava em paz, provocava até cansar. Por vezes, pensei em desistir, mas havia algo maior nisso tudo, e quando há forças maiores te motivando a continuar, é melhor aceitar e deixar acontecer. Foi o que fiz. Uma vez me confessou que seu marido, era assim que eu chamava o namorado dela, a colocava de quatro, como uma cadela, do jeito que gostava, mas não permitia que ela rebolasse em seu pau, nem que ousasse se mexer lentamente ou rápido demais. A desculpa era de que assim gozaria rápido, ela se sentia frustada, mas obedecia, não tinha coragem de propor coisas diferentes para ele. Temia assumir o lado puta e perder o moço. Já eu, instigava sempre o pior lado das mulheres com que saía, era gostoso trabalhar isso nelas. Ela dizia gostar de ser vadia comigo, se sentia mais mulher, talvez se sentisse especial, deve ser dessas coisas que as mulheres têm com os homens que se mostram canalhas logo, sem rodeios em dizer que querem transar e somente isso. Uma vez, com uma outra louca que ficava, ouvi que era necessário possuir certo talento para não prestar, e que eu tinha esse dom de não valer nada, de ser um vira-latas abandonado, que mesmo com a possibilidade de adoção preferia viver nas ruas se aventurando por boas refeições. Vadia esperta aquela, chamava-se Ágatha, e era tão louca quanto imprevisível. Ela gostaria de transar comigo e com Lúcia, na minha mente formaríamos uma boa equipe, mas ela havia sumido do mapa. Era outra cachorra abandonada, vivia por aí sem rumo...
Lúcia, confessou também que gostava de transar com o namorado, mas que pensava em mim quando ele estava dentro dela. Falou que eu mandava e ditava seus atos com facilidade, ousadia e autoridade que o cara não tinha e jamais teve. Não pude negar o quanto fiquei orgulhoso em ouvir aquilo, e fodemos de novo, fodemos como as cenas de morte de Hitchcock. A produção de estímulos agora era baseada em receber doses cavalares beta endorfina, a transa crescia como a Whole Lotta Love do Led Zepellin. Mandei que empinasse o rabo e rebolasse como uma vagabunda, pois era isso que era, e em cada sinal de cansaço, ela apanhava, mas continuava a obedecer e insanamente pedia por mais tapas. Os quadris pareciam ter ganhado vida própria, não cessaram um instante. Intercalavam entre movimentos lentos e rápidos. Puxei seus cabelos com tamanha força que se curvou para trás e mesmo com os olhos assustados, permanecia sorrindo. Aquilo me enlouqueceu ainda mais, a puta demonstrava felicidade em foder comigo. Colado ao ouvido dela sussurrei perguntando "O que você quer agora, vagabunda? Diga, o que quer?", com a respiração ofegante, e as pupilas dilatadas, senti seu corpo pequeno e quente tremendo, completamente sem forças. Ela me pediu pra morrer, disse que não aguentava mais me sentir pulsando dentro dela, queria que eu fosse a língua da morte passando por seus grandes e pequenos lábios molhados. Era isso mesmo que eu queria fazer, fodê-la até que encontrasse os braços da morte. "Fale mais alto, cadela.Implore!"
Lentamente soltei seus cabelos e acariciei seu rosto, gostaria de guardar na memória a cara da vadia que preferia morrer nas mãos de um cafajeste qualquer do que enfrentar novamente fodas medíocres com o namorado torpe. A mataria, não antes de judiar um pouco, e talvez vocês não entendam, mas uma loucura cresce em mim cada vez que uma mulher me implora algo, satisfazer de primeira não era meu jogo.

Fixei meu olhar ao dela e ela leu minhas vontades, ofereceu a cara a tapa e depois a outra face. Assim como os ensinamentos de nosso Senhor Jesus Cristo, um ato tanto quanto herege, mas belo de se ver. A heresia se completou quando ajoelhou, como se estivesse aos pés de seu Salvador, era assim que me sentia, iria libertá-la do marasmo de chupar um idiota, não que eu não fosse um, mas me desgarrava das idiotices para vivenciar alguns bons momentos, como esse por exemplo. Ela me degustava, saboreava, sugava e lia as alterações de minha respiração, fazia jus a última chupada de sua vida. Abriu a boca ansiando meu gozo em seus lábios e mesmo depois de gozar na cara da vadia, ela continuou me chupando, naquele momento eu também desejei a morte, nada mais fazia sentido. Mas a vontade de vê-la morrendo ainda era mais forte. Cravei minha mão em seu pescoço e em pé mesmo passei a penetrá-la, seus gemidos estavam fracos, mas mesmo assim me enlouqueciam. A joguei na cama e abri suas pernas, minha língua passeava por todas as curvas de seu corpo, por todos os cantos, e quanto mais se curvava, mais eu a saboreava, era meu prato principal. Sentia seu líquido e suas forças se perdendo cada vez mais, era a deixa que eu precisava. Abafei seus gritos e assisti friamente a vida escapando em seus orgasmos.Foi assim que vim parar aqui, matando uma vadia que pediu pra morrer. Apenas para satisfazer minha vontade de a fazer gozar até a morte.

Sabe, acho uma injustiça o que fizeram comigo, eu não merecia ser condenado ou internado, seja lá como vocês chamem essa prisão. Poderia chupar a delegada e escrivã juntas, até mesmo as enfermeiras. Elas gostariam de morrer sendo chupadas por mim. Eu sinto isso. Tenho faro de sandices, sou apaixonado por elas, já disse isso. Lúcia foi o maior dos meus casos, de todas as chupadas, a que eu nunca esqueci. Esse nó na garganta é apenas a abstinência de chupar alguém, tenho certeza. Por onde andará Ágatha? Bom, não importa. Aceito a condição de terminar os meus dias nesse manicômio, onde fazer gozar até a morte é visto como um crime, uma loucura. Vocês estão todos errados e mal chupados. Deus que os abençoe. Amém.