quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

SOBRE AQUELAS PEQUENAS DERROTAS INTERNAS

Um dia como hoje, o tempo perfeito: friozinho e chuva, me alegraria muito permanecer na cama o dia todo, contudo veio a primeira derrota: Levantar como um zumbi às cinco da manhã e em três horas estar do outro lado da cidade, passando por dois ônibus agradavelmente lotados. Ai rotina, vem aqui e me beija! Sua linda!
De verdade não sei se estou cansada de tudo isso, estou numa inconstância danada, e isso é um saco! Insegurança talvez e orgulho pra assumir isso sempre, frescura também pode vir no pacote. O problema de ser paciente e analista é esse, me critico demais e não creio prontamente em outras leituras, acabo por não achar caminho nenhum pra seguir, mas também por que na real não sei aonde quero chegar…
O pior dessas consultas é apanhar de você mesmo, em uma delas eu estava traçando novas rotas na vida, procurando coragem para seguir de acordo com o plano, e então veio o tapa na cara… Daqueles de te fazer chorar por semanas, não pela dor, mas sim por te fazer se sentir um bosta. Um bosta não, um nada. Nadinha mesmo. Absolutamente nada. É isso. Nada.
Costumo dizer que em alguns momentos a sensação de “falhei feio na vida” são mais fortes do que outros, é uma bad desgraçada. Ainda bem que é quase final de semana, isso me reanima assim como a música dos Stones, os gritos do vocalista do Aerosmith e os riffs diabólicos do AC/DC. É, vida… Acho que não vai ser assim tão fácil ganhar de mim.